Reinventando o varejo com a Transformação Digital

A transformação dos negócios pode ocorrer de maneira gradativa, adequando as estruturas internas para melhorar a experiência do consumidor, otimizar a jornada de vendas e consequentemente aumentar o market share.

Estudos indicam que as compras online crescerão em média 12,4% ao ano até 2021. Isso representa um mercado novo e gigante para a comercialização de produtos e serviços, uma das características da transformação digital, que está mudando os negócios e abrindo inúmeras oportunidades para empresas de todos os portes e segmentos de atuação.

E quando falamos do varejo, o mundo digital e suas funcionalidades não se resumem à venda online. Significa também novos canais de atendimento aos clientes e prospects antes, durante e após a venda. Ou mesmo de uma experiência de compra inovadora no ponto de venda.

Pesquisas indicam que, para comprar um smartphone, 46% dos consumidores já optam pelo e-commerce. Embora a maioria das compras ainda aconteça offline, a maior parte do processo de decisão acontece na internet: 79% dos consumidores que compraram smartphones em lojas físicas passaram por touchpoints online durante seu processo de decisão. Com isso, concluímos que a maioria dos consumidores já chega às lojas físicas decidida sobre o celular que vai comprar.

Assim funciona também com a compra de automóveis, de vestuário, de eletrodomésticos e de diversos outros produtos. O universo digital dá acesso a todas as informações técnicas, referências de outros consumidores e inputs de marketing, que permitem a decisão de compra (seja ela racional ou emocional). Porém, a aquisição em si pode não ocorrer no universo digital, mas sim nas lojas físicas, que precisam estar preparadas para receber clientes cada vez mais bem informados, com perguntas técnicas, cotação de preços e opinião formada sobre o seu produto e os da concorrência.

Como agir num mercado tão cheio de oportunidades, mas tão competitivo? Aderindo à transformação digital! Preparando suas estruturas internas para inovar, para sair na frente da concorrência, para reinventar o negócio. O varejo deve fazer parte da API Economy, a economia das APIs, que traz novas oportunidades para as empresas que conseguem promover disrupturas em seu modelo de negócio.

Atualmente as compras online ainda são tímidas, se comparadas a países como os Estados Unidos, em que grandes centros de compras estão deixando de existir pela preferência do consumidor por e-commerces na aquisição de qualquer tipo de produto.

Mas as empresas com operações no Brasil não podem se acomodar. As projeções indicam que o cenário vai mudar. Aliás, já está mudando. Temas como inteligência artificial, internet das coisas, big data e aplicações não podem ser vistos como soluções inatingíveis, acessíveis somente para grandes empresas. Devem ser vistas como novos canais para melhorar a experiência do consumidor, otimizar a jornada de vendas e implementar uma comunicação mais assertiva e direcionada para atingir um fatia ainda maior de mercado.

A transformação dos negócios pode ocorrer de maneira gradativa, preparando os sistemas internos para conectarem-se com os milhares de serviços digitais disponíveis no mercado, implantando plataformas ominichannel, adotando soluções que aumentem a velocidade das vendas no ponto de venda e que permita à equipe comercial explorar ao máximo o potencial de cada cliente, tendo acesso a dados que já estão disponíveis no mercado, basta serem padronizados e estarem à mão no momento da venda.

O varejo tem inúmeras oportunidades de se reinventar. E esta não é uma necessidade apenas para aumentar as vendas. A transformação digital significa sua continuidade no mercado, especialmente com o consumidor 4.0, cada vez mais conectado e exigente.

Canais como os marketplaces não podem ser vistos como ameaças, mas sim como modelos a serem seguidos (e, por que não, superados!). Se um cliente é impactado adequadamente por sua marca no momento de pesquisa online para definição da compra, se consegue estabelecer contato com sua equipe comercial pelo canal que ele considerar mais prático e acessível e se o seu ponto de vendas completa esta experiência de compra no momento do fechamento (seja on ou offline) com um atendimento ágil e customizado ou liberação rápida de crédito – proporcionado pelo uso estratégico dos dados, seu negócio já está se transformando e os resultados rapidamente virão.

 

João Gubolin

CEO da CiaTécnica

 

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